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Cooperação Angola e Marrocos

Governo 06-04-2026
ANGOLA CELEBRA 24 ANOS DE PAZ E RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Angola completaou neste sábado, 4 de Abril de 2026, o Vigésimo Quarto Aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, consagrado ao Memorando de Entendimento assinado, em 2002, entre as forças beligerantes de então.

O acordo serviu para reafirmar a vontade de paz manifestada a vários níveis pelos angolanos e abriu caminho para a implementação de um amplo programa de reconciliação nacional.

Possibilitou, ao mesmo tempo, a realização de um programa de reabilitação de infraestruturas
destruídas em décadas de conflito armado e a construção de outras tantas benfeitorias sociais.

Desde então, registou-se uma alteração substancial no quadro político, social e económico, sendo as notícias de mortes provocadas pelas emboscadas e confrontações bélicas imediatamente
substituídas por informações sobre infraestruturas reabilitadas, estradas abertas à circulação, campos agrícolas desminados, caminhos-de-ferro operacionalizados, entre outras tantas que
testemunham a marcha imparável que Angola empreende rumo ao progresso.

No campo político, as mudanças fizeram-se sentir imediatamente.

Os inimigos de ontem são, hoje, adversários e os campos de batalha foram substituídos pelo espaço público, onde, ao contrário dos flagelamentos de outrora, se travam debates acesos, se exerce a cidadania sem que tal degenere para a confrontação bélica.

A normalização política permite, enfim, que se aprofunde a democracia e se reforcem os direitos dos cidadãos.

Vinte quatro anos depois, há a certeza, entre os angolanos de bem, de que a paz é definitiva e de que a vitória, após largos anos de conflito, é do povo a quem cabe, agora, usufruir dos frutos dessa frondosa árvore pela preservação da qual se bateram filhos ilustres deste país.

A paz, esse bem imprescindível para o desenvolvimento, não tem cor partidária.

Angola segue unida e reconciliada, embora se tenha, por cá, a consciência de que muito há ainda por ser feito.

Tanto a reconciliação nacional como o desenvolvimento são ambos processos longos e que exigem múltiplos esforços, não sendo exercício fácil mudar, em pouco tempo, hábitos, crenças e consciências enraizados em cada um de nós ao longo de anos de conflito e de desunião entre irmãos, filhos da mesma pátria.

O princípio resumido na expressão ”um só povo, uma só nação” nunca fez tanto sentido.

Mesmo em momentos de alguma atribulação como é este de crise económica que agora o país vive, essencialmente em decorrência de factores externos, o fantasma da guerra é ofuscado pela certeza de que as dificuldades serão ultrapassadas pelo esforço do mesmo povo que conquistou a paz: todos juntos, de mãos dadas, sem ódio nos olhos, sem armas na mão.

Este ano, a data foi celebrada sob o lema ”4 de Abril: Pelo Desenvolvimento Económico e Bem-Estar dos Angolanos, Juntos de Mãos Dadas".

Fonte: Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embai...
Governo 19-02-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO COM INOVAÇÃO DIGITAL NO SISTEMA DE SAÚDE

O Secretário de Estado da Saúde para área hospitalar, Leonardo Inocêncio, reafirmou em Rabat, o compromisso de Angola com a inovação digital no sistema de saúde pública.

O governante teceu estas considerações quando discursava em representação da Ministra da saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, na cerimónia de abertura do Congresso HealthTech 2026, um grande evento científico, co- organizado pelo Centro Africano de Treinamento Administrativo e Pesquisa para o Desenvolvimento (CAFRAD), em parceria com a Sociedade Marroquina de Saúde Digital (SMSD) e a Universidade de Tecnologia de Troyes (UTT).

Diante de decisores políticos, especialistas, parceiros de desenvolvimento, e representantes de vários países, Inocêncio Leonardo defendeu que em Angola o sistema de saúde está hoje plenamente integrado nos instrumentos de planeamento estratégico, nomeadamente no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027 e na Estratégia de Longo Prazo Angola 2050, reflectindo uma opção política clara por sistemas de saúde mais modernos, eficientes e inclusivos.

Nesse contexto, segundo disse, foi desenvolvida a plataforma digital ReDIV para o registo individual e em tempo real da vacinação, inicialmente utilizada durante a resposta à COVID-19 e actualmente aplicada em todas as campanhas nacionais de vacinação, incluindo contra a poliomielite, o sarampo e o vírus do papiloma humano. A digitalização do registo das doses administradas permite monitorizar a cobertura vacinal quase em tempo real, identificar rapidamente lacunas, ajustar estratégias operacionais e reforçar a responsabilização em todos os níveis do sistema. Esta capacidade tem sido determinante para alcançar crianças e adolescentes que, historicamente, ficavam fora dos programas de vacinação, contribuindo de forma concreta para a redução das desigualdades no acesso à prevenção.

O Governante angolano citou um outro avanço estrutural relevante que o país vive no sector com a implementação, a nível nacional, de um sistema digital de gestão de stocks de vacinas, medicamentos e insumos médicos em tempo real, através da plataforma IOTA, que assegura uma visibilidade contínua dos níveis de stock desde os armazéns centrais até às unidades sanitárias periféricas, permitindo antecipar rupturas, melhorar a planificação logística e garantir a continuidade dos serviços de saúde.

“Paralelamente, estamos a desenvolver a interoperabilidade destas plataformas com o sistema nacional de informação em saúde, baseado no DHIS2, reforçando a recolha, o armazenamento, a análise e a utilização estratégica da informação para a definição de políticas públicas e a tomada de decisão informada”, admitiu Inocêncio Leonardo.

Para esta Conferência, o Secretário de Estado da Saúde partilhou a experiência de Angola com a expansão da telemedicina, afirmando que, num país de grande dimensão territorial e com desafios significativos na distribuição equitativa de especialistas, a telemedicina tem permitido aproximar o conhecimento clínico especializado das unidades sanitárias periféricas e dos doentes. Através de soluções de teleconsulta, telediagnóstico e apoio clínico à distância, temos melhorado a qualidade da assistência, reduzindo a necessidade de deslocações dispendiosas e reforçado a capacitação contínua dos profissionais de saúde. Esta abordagem tem contribuído para um sistema mais integrado, mais resiliente e mais justo, no qual o local de residência deixa progressivamente de ser um factor determinante no acesso a cuidados especializados.

Ao finalizar, destacou outra área que simboliza a ambição de Angola em alinhar-se com as fronteiras mais avançadas da inovação médica: a cirurgia robótica à distância.

Conforme citou, Angola fez história ao tornar-se no segundo país da África Subsaariana a introduzir a cirurgia robótica no Sistema Nacional de Saúde, assumindo-a como uma ferramenta estratégica que, ao longo da próxima década, será uma aliada central para garantir o acesso à cirurgia segura e de qualidade.

Inocêncio Leonardo, acrescentou que, em 2025, foi realizada com sucesso uma cirurgia com comando robótico operado a uma distância de cerca de 17 mil quilómetros, a partir de Orlando, nos Estados Unidos da América, com o apoio de uma equipa de profissionais angolanos no terreno. Esta intervenção foi realizada no âmbito do ANGOTIC 2025, fórum internacional de tecnologias de informação e comunicação realizado em Luanda, e simbolizou um passo decisivo na integração de soluções digitais avançadas nos serviços de saúde de Angola, demonstrando que a inovação tecnológica pode ser adaptada à realidade africana com segurança, responsabilidade e visão de futuro.

A Conferência de Rabat, decorreu de 10 a 12 de Fevereiro sob o lema "Aproveitando a Tecnologia para a Equidade em Saúde: Aproximando as Lacunas, Empoderando Comunidades", e destacou os grandes avanços em inteligência artificial, telemedicina, big data, robótica médica e governança ética no campo da saúde.

Este importante evento pretende ser um marco estruturante e um catalisador para o impulso político necessário para encontrar soluções tecnológicas que possam reduzir desigualdades no acesso ao atendimento e acelerar a transformação dos sistemas de saúde em todo o continente.

Nesse espírito, a razão deste Congresso está na necessidade de apoiar a rápida evolução da saúde digital e da medicina inteligente diante dos desafios de saúde, tecnológicos e socioeconómicos enfrentados pelo continente africano, ao mesmo tempo em que se cria um espaço de produção científica de alto nível que promova a disseminação e transferência de conhecimento na inovação em saúde.

Fonte: Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embai...
Governo 09-02-2026
CELEBRAÇÃO DO 4 DE FEVEREIRO EM RABAT

Um Webinar sobre o dia do início da Luta Armada de Libertação Nacional, marcou a celebração desta importante data no Reino de Marrocos.

Numa conversa descontraída, estiveram de um lado dois especialistas a discorrer sobre o tema, nomeadamente José Paquissi de Mendonça e Constantino Paulo, e do outro lado uma audiência composta pelo Embaixador de Angola no Reino de Marrocos, José Filipe, Diplomatas, Estudantes Universitários, membros da comunidade angolana residente em Marrocos e convidados.

Durante cerca de duas horas refletiu-se sobre o significado histórico do 4 de Fevereiro, sublinhando a importância da preservação da memória nacional e dos valores de liberdade, soberania e unidade nacional.

Foi um verdadeiro momento de homenagem aos combatentes e mártires que contribuíram para o processo que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Em torno do tema escolhido “4 de Fevereiro de 1961- Um Marco na História de Angola”, o historiador José Paquissi de Mendonça e o Economista Constantino Paulo debruçaram-se também sobre questões relacionadas com o desenvolvimento económico e social que o país tem vindo a alcançar desde 1975, depois do alcance da independência da República de Angola.

Segundo disseram, tem sido notório e visível o esforço empreendido pelo executivo no sentido de industrializar o país e no sector agrário com a implementação de programas e projectos de desenvolvimento económico, para dar robustez às Micro, Pequenas e Médias Empresas com vista a satisfação das necessidades alimentares e não só, das famílias angolanas.

No capítulo da educação o economista realçou que muito se fez, com a construção de escolas e Universidades em toda extensão do território angolano, e aposta de quadros jovens angolanos nos diversos sectores da nossa economia.

Terminou apelando aos jovens angolanos na diáspora para o mau uso das redes sociais, sublinhando que esses instrumentos devem servir de veículo para enaltecer o que de bom está a ser feito no país, encorajando desta forma, quem o faz e contribuir para o crescimento e desenvolvimento económico e social de Angola.

A ocasião foi igualmente aproveitada pelo Embaixador José Filipe para enaltecer a participação activa do Reino de Marrocos na luta pela conquista da Independência de Angola.

José Filipe disse que Marrocos contribuiu com o acolhimento do Presidente Dr. António Agostinho Neto em 1962 depois de ter deixado a cadeia de Aljube em Portugal. Os dois países e povos possuem relações que se sustentam na história.

Marrocos foi dos primeiros países em África que contribuiu com treinamento militar para a luta de libertação de Angola, por essa razão, adiantou, para selar a relação entre Angola e Marrocos o Presidente João Lourenço condecorou à título póstumo como reconhecimento histórico, em novembro do ano passado, por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência nacional, Sua Majestade o Rei Hassan II.

O Diplomata enfatizou, igualmente, o processo de importação de fertilizantes de Marrocos para a agricultura em Angola, iniciado em 2025, e a constituição da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Marrocos, que deverá acontecer no primeiro semestre deste ano, um instrumento que irá impulsionar o envolvimento multifacético entre empresários dos dois países, nas vertentes económica, cultural e desportiva.

Fonte: Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa da Embai...

marrocos.mirex.gov.ao Embaixador

José Filipe



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